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Tércia Barreira - Bacharel em Relaçoes Públicas e Tecnológa em Hotelaria

 

Comer, Ato Social
por Tércia Barreira

No Reino Animal, cada espécie tem hábitos alimentares distintos. Em relaçao a nós, Homo sapiens, mais do que os hábitos relativos a espécie, temos o fator cultural como determinante principal, tanto em relaçao a nossa dieta quanto em relaçao ao nosso comportamento alimentar.


As novas mídias e a globalizaçao abastecem de informaçao também o mercado de alimentos. Dessa forma, todos tem possibilidade de acesso a outros grupos e hábitos. Uma das recentes técnicas culinárias difundidas é o crudivorismo, ou ciencia dos alimentos vivos.  Novas alternativas alimentares surgem com a ciencia ou até como forma de manifestaçao contrária as assumidas tradicionalmente.


Poderíamos considerar tal fenômeno como espécie de democracia alimentar, o que é muito interessante para termos a mente aberta a descobertas, a evoluçao científica, nutricional e por que nao dizer, antropológica? É o comer no sentido de auto-afirmaçao, de estabelecimento de relaçao com o outro.


Percebemos, portanto, que mesmo isolado em casa, “protegido” atrás do computador, o ser humano se torna cada vez mais sociável ao derrubar as barreiras geográficas e culturais. Comer é primeiramente ato fisiológico, mas o que e como se come é ato social.


Compartilhar o alimento também é bem visto no sentido familiar, religioso e político, tendo como centro de suas diversas celebraçoes, a refeiçao. “Os que partilham o pao”, traduzindo a expressao cum panem, origina a palavra “companheiro”. (Cf. MACIEL, 2001, p. 146). O costume de compartilhar o alimento é antigo. O homem sempre se reuniu para comer, desde a época das cavernas, em que se sentavam ao redor da fogueira e, dividindo o alimento, se comunicava. Que o alimento possa nutrir cada vez mais e melhor nosso corpo e nossa alma, nos ensinando a compartilhar e trazendo a mesa excelentes companhias.



Até a próxima
Tércia
Barreira
Bacharel em Relaçoes Públicas e Tecnológa em Hotelaria


 
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